Quem já não recebeu por e-mail alguma mensagem afirmando que havia ganho um prêmio e que, para recebê-lo, deveria clicar em determinado botão ou depositar certa quantia para cobrir despesas de envio?
Além dessas mensagens, em sua grande maioria, conterem arquivos com vírus que danificariam o computador do "premiado", esta poderia ser uma das modalidades da "fraude nigeriana". Esse tipo de estelionato, com o crescente aumento do número de celulares, passou a ser um problema também nesse meio de comunicação.
O golpe se dá, especialmente no Brasil, por meio do envio de uma mensagem de texto via SMS, que contém praticamente o mesmo mecanismo utilizado nos e-mails. No entanto, geralmente essa modalidade demanda uma ação de quem recebe, ou seja, o pagamento adiantado de dinheiro para cobrir despesas com fretes ou outros encargos para que a mercadoria chegue até suas mãos. Nesse sentido, para convencer o suposto "contemplado", a mensagem chega em nome de alguma emissora de TV, lojas físicas ou on-line, utilizando nomes de promoções que já ocorreram ou em andamento, geralmente de amplo conhecimento público. Ao final da mensagem, vincula-se um telefone para informações, ao ligar para tal número a vítima é orientada sob os procedimentos para receber o prêmio, que não passa, na verdade, de um estelionato.
O nome dado a esse tipo de fraude é vinculado à Nigéria justamente por ser extremamente comum naquele país já há algum tempo. Lá, por exemplo, antes da "era digital", eram enviadas correspondências por escrito para as vítimas, não contendo apenas contemplações, mas também pedidos de ajuda para resolver problemas com heranças, na promessa de receberam uma parte do dinheiro. Ao ajudar no suposto desbloqueio, outros empecilhos ocorriam, para os quais novamente as pessoas eram contatadas. Logo em seguida, as vítimas até eram chamadas para receber parte do dinheiro, no entanto, as cédulas eram pretas, pois, conforme orientações dos golpistas, elas foram cobertas com uma tintura especial para protegê-lo. A vítima então, teria de comprar a solução para "limpar" as notas, o que custaria alguns milhares de nairas (nome da moeda nigeriana). No fim das contas, obviamente, tudo não passava de papel pintado de preto.Um grupo de nigerianos foi preso em 2005 com esse tipo de notas no Brasil, intrigando a polícia, que acabou descobrindo os motivos de tal apreensão.
Como as pessoas, em geral, se sentem envergonhadas por terem sido vítimas de golpes dessa natureza, acabam não realizando a denúncia, dificultando o trabalho da polícia na investigação desse tipo de fraudes, cada vez mais comum via internet ou telefone celular. Dessa forma, é preciso sempre tomar muito cuidado abrir mensagens de destinatários desconhecidos ou de mensagens que contenham alguma solução, indicação ou premiação extraordinária, pois por trás disso pode muito bem se mascarar uma organização de estelionatários ávidos por dinheiro fácil, abusando da boa fé de qualquer pessoa. Fique atento!